As alergias na pele podem se manifestar de várias formas. Em geral, os casos são acompanhados de vermelhidão e coceira, mas — na maioria das vezes — o problema pode ser resolvido com medidas simples ou mesmo desaparecer sem que nada seja feito.

Entretanto, algumas condições podem evoluir para complicações graves que oferecem perigo à vida. Por isso, é muito importante estar atento aos sinais mostrados por cada um dos tipos de alergia cutânea, com o intuito de saber o que fazer para reverter os sintomas, sempre de acordo com as orientações de um médico.

Que tal conhecer um pouco mais sobre os 3 principais tipos de alergias na pele? Então, acompanhe este artigo até o final!

1. Urticária alérgica

Essa é o tipo mais comum entre as alergias na pele. Ele se manifesta na forma de placas avermelhadas — e causa bastante coceira. Embora seja desconfortável, é quase sempre inofensivo. Assim como as demais alergias, não é transmitido de uma pessoa para outra.

O problema pode aparecer em qualquer parte do corpo e, em geral, os sintomas são autolimitados, ou seja, desaparecem espontaneamente. O diagnóstico é clínico, porém, podem ser solicitados testes cutâneos e exames de sangue para confirmação do quadro.

Causas

A urticária alérgica aparece após o contato com uma substância que desencadeia a alergia — o alérgeno. Veja os estímulos mais comuns que atuam como gatilhos do problema:

  • alimentos (frutos do mar, ovos, nozes e outros);
  • pelos de animais;
  • picadas de insetos;
  • tecidos;
  • maquiagem e cosméticos;
  • medicamentos (antibióticos, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos e outros);
  • poeira.

Em muitos casos, a origem não é alérgica. Diversas doenças infecciosas — gripe, faringite e mononucleose — podem causar o aparecimento das manchas vermelhas e coceira na pele.

Além disso, os sinais podem aparecer após exposição ao calor ou frio, exercício físico ou pressão na pele, causada por elástico ou roupas justas, por exemplo. No entanto, os sintomas também podem surgir sem que o fator desencadeante seja identificado.

Controle

O primeiro passo para tratar a urticária alérgica é suspender o contato com o agente que desencadeou os sintomas. Dessa forma, as lesões tendem a desaparecer gradativamente. Além disso, podem ser usados medicamentos anti-histamínicos orais para aliviar os sintomas.

Uma recomendação importante é evitar coçar a pele para prevenir a formação de feridas e não deixá-la suscetível às infecções ou marcada por cicatrizes. Quando o incômodo é grande, um banho com água em temperatura mais baixa ou compressas frias podem aliviar o desconforto.

2. Angioedema

Assim como a urticária, o angioedema pode se manifestar na forma de coceira e rash cutâneo. Porém, por atingir as camadas mais profundas da pele e as mucosas, o problema é mais grave e causa outros sintomas, tais como:

  • inchaço nos lábios, em torno dos olhos, mãos, pés e região genital;
  • dor e calor no local inchado;
  • problemas para respirar;
  • erupções cutâneas;
  • cólicas abdominais.

Causas

Diversos fatores podem desencadear o angioedema:

  • hereditariedade (mau funcionamento do sistema imunológico);
  • alergia a medicamentos, alimentos, picadas de inseto e outras;
  • fatores ambientais, como calor, frio, pressão, suor e estresse;
  • doenças autoimunes e infecciosas;
  • disfunções da tireoide;
  • alguns tipos de câncer.

O risco de aparecimento do angioedema é maior em pessoas que já tiveram um quadro prévio de urticária e são reexpostas ao alérgeno que desencadeou a resposta inicial.

Controle

O angioedema é um problema comum e, nos casos mais brandos, o tratamento é similar àquele indicado para a urticária, ou seja, é preciso se afastar do agente que causou a manifestação e usar alguns medicamentos orais, se necessário.

Contudo, em situações mais graves, essa alergia pode trazer risco à vida. Isso acontece quando o inchaço afeta as vias respiratórias ou há a manifestação de asma grave. Além disso, o problema pode evoluir para o choque anafilático, uma condição potencialmente fatal em que a reação alérgica é muito intensa e disseminada.

Nesses casos, é preciso buscar atendimento hospitalar imediatamente, uma vez que a evolução dos sintomas costuma ocorrer rapidamente. O tratamento de urgência é feito com medicamentos injetáveis com o objetivo de interromper a reação alérgica.

3. Dermatite de contato

Como o nome sugere, essa alergia na pele é desencadeada pelo contato com alguma substância que provoca uma reação local. É um problema de saúde simples, que pode ter origem alérgica ou não.

Conheça alguns sintomas da dermatite de contato:

  • grandes placas vermelhas na pele;
  • coceira;
  • ressecamento da pele ao redor da lesão;
  • bolhas contendo ou não fluido;
  • inchaço;
  • queimação.

Causas

A dermatite de contato alérgica é uma resposta imunológica que algumas pessoas sensíveis apresentam a determinados produtos. Entre eles, podemos destacar:

  • sabonetes, xampus e condicionadores;
  • perfumes e desodorantes;
  • maquiagem e cosméticos;
  • preservativos e luvas (devido ao látex);
  • bijuterias e metais (principalmente o níquel);
  • plantas;
  • curativos;
  • medicamentos.

Alguns produtos contêm substâncias abrasivas ou irritantes que causam reações após o contato. Nesse caso, não há um fundo alérgico. Por isso, falamos em dermatite de contato irritativa.

Em outras situações, as lesões são causadas pela interação do produto na pele com a ação dos raios solares. Quando isso acontece, a reação é conhecida como dermatite por fotoexposição.

Controle

O tratamento convencional para o problema envolve o uso de medicamentos na forma de pomadas ou cremes, que serão aplicados diretamente sobre as áreas afetadas pelas lesões. Além disso, podem ser prescritos remédios orais e outras formulações tópicas com antibiótico para evitar o estabelecimento de infecções.

Os casos mais sérios de dermatite de contato podem ser tratados com fototerapia — procedimento em que são usadas luzes especiais com ação anti-inflamatória e imunossupressora. Com isso, a manifestação alérgica é “desligada”.

Pronto! Agora você já sabe quais são as principais alergias na pele. Conhecer as manifestações de cada uma delas é essencial para estabelecer o tratamento, porém, apenas um médico pode indicar quais medidas são mais eficazes para combater essas e outras doenças de pele.

Este post foi útil para você? Então, acesse nosso site e não deixe de conhecer melhor o seu tipo de pele e identificar quais são os cuidados para deixá-la sempre linda!

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